Doações

Médicos sem Fronteiras recusaram uma doação de 1 milhão de vacinas, veja o motivo

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A organização quer mostrar que doações podem ser melhores para a indústria farmacêutica do que para os necessitados

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A organização humanitária internacional Médicos sem Fronteiras (MSF) recusou 1 milhão de vacinas doadas pela empresa americana Pfizer, uma das maiores farmacêuticas do mundo. A vacina, que protege contra 13 variações de uma bactéria que causa pneumonia, seria usada para imunizar bebês e crianças de países que passam por situações de conflito, como a Síria, no Oriente Médio, o Sudão do Sul e outros países africanos. Como a pneumonia é a principal causa de morte de crianças com menos de 5 anos em países pobres, a recusa parece, no mínimo, sem sentido. Na verdade, a negativa foi uma cartada da MSF para trazer a público um problema que não atinge apenas países em conflito: os preços altos de vacinas e medicamentos.

O aparente ato de generosidade, diz a MSF, faz parte de um ciclo vicioso criado pelas farmacêuticas para manter os preços altos. “As farmacêuticas doam para depois falar que os outros consumidores têm de pagar por isso, já que elas fazem tantas doações”, diz a americana Kate Elder, conselheira de política de vacinação da MSF em Nova York. Se o preço fosse mais baixo e acessível a um maior número de países, todos teriam condições de pagar e ninguém dependeria de atos de boa vontade. A Organização Mundial da Saúde (OMS) desaconselha que países e entidades humanitárias aceitem doações de vacinas e medicamentos – exceto em casos de urgência, como catástrofes e grandes epidemias.
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