CIA: 10 Projetos Assustadores que Foram Revelados

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A Agência Central de Inteligência, a CIA foi criada em 1947 e desde então vem fazendo de tudo (de tudo mesmo) para que os interesses do governo dos EUA sejam alcançados. Eles não medem esforços, gastam rios de dinheiro e não tem o menor grau de ética para atingir seus objetivos.  No entanto, as vezes, nem tudo sai como esperado e esses projetos bizarros acabam sendo revelados ao público. Esses foram os 10 projetos e operações mais bizarras que foram revelados ao público mediante documentação, sendo assim comprovados sua veracidade.

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10. Projeto Stargate

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Você sempre escuta a palavra farsa acompanhando qualquer fenômeno sobrenatural. Em especial, o governo vive negando qualquer evento que “comprometa” a integridade mental coletiva. O maior mentiroso da história, o governo dos EUA, é um desses. Nega o quanto pode. até que um dia a realidade aparece. Entre os anos 70 e 90, o governo americano negou a existência de pessoas com poderes psíquicos e o investimento voltados para essa área. E foi assim, até que em meados do ano de 2001, documentos sigilosos vieram a publico e o Projeto Stargate foi descoberto.

O projeto de mais de 20 milhões de dólares, Stargate era um termo geral usado para descrever um grande número de experiências e investigações psíquicos empreendidas pelo governo dos E.U.A entre os anos 70 e 90. O maior objetivo do Projeto Stargate foi investigar a possibilidade de existir pessoas com poderes psíquicos, entre os quais, o principal alvo era a “visão remota”, que é a habilidade psíquica para acompanhar os acontecimentos através de grandes distâncias. Segundo os arquivos, o objetivo do programa era desenvolver a clarividência controlada. Pretendiam conseguir esse feito através de pesquisas com suas cobaias, pessoas que supostamente dominavam algo que atualmente é bem conhecido, a chamada Projeção Astral.

Com isso eles poderiam prever eventos futuros e ler documentos escondidos. Outra finalidade era a militar, pois esses poderes dariam uma vantagem imensa sobre o inimigo. Embora alguns participantes afirmassem ter previsto corretamente eventos principais do mundo como ataques e situações militares importantes, o programa concluiu que telepatas visualizadores ainda estavam errados quase 80% do tempo. Com um índice tão inferior, visto que apenas alguns candidatos dos milhares utilizados no projeto correspondiam as expectativas e com o governo cortando gastos, decidiram por um fim no bizarro projeto em 1995. Os documentos que eram para ser arquivados acabaram nas mãos e erradas, inclusive para o público.

9. Gato Acústico / Acoustic Kitty

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 A maioria das pessoas não pensaria no gato de casa comum como sendo um mestre em potencial da espionagem, mas a CIA o fez. Nos anos 60, a dita inteligência americana gastou cerca de $20 milhões “na vaquinha acústica,” um projeto top-secret que usa gatos como dispositivos de gravação. O projeto envolveu um grupo de gatos especialmente treinados e implantou cirurgicamente microfones, antenas e baterias em suas caudas, e os colocou então prontamente perto da embaixada russa.

A ideia era que um gato despretensioso pudesse se aproximar dos grupos de oficiais comunistas e escutar sua conversação, que poderia então irradiar de volta aos agentes com seu equipamento de rádio sofisticado. O plano foi finalmente posto em ação, mas o primeiro gato enviado para o campo foi supostamente atropelado por um táxi antes que ele pudesse fazer uma gravação e a operação “Acoustic Kitty” foi abandonada pouco tempo depois.

8. Operação Mockingbird

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 Um dos programas mais ambiciosos já lançados pela CIA foi a operação Mockingbird, um projeto de propaganda que foi implementado no início dos anos 1950. Foi uma grande empreitada que uniu uma considerável quantidade de agentes da CIA e 3.000 colaboradores na tentativa de ganhar algum controle sobre a imprensa livre, alimentando alguns grupos de repórteres com informações, tanto em jornais nacionais quanto no exterior para filtrar todos tipos de histórias que iriam para o público.

No seu auge, o programa incluía escritores para o New York Times, Newsweek, Time Magazine e entre as suas fileiras, e foi dito ter uma influência significativa sobre cerca de 25 jornais de grande circulação. O programa teve um grande impacto no exterior, bem como teve uma função importante, ajudando a influenciar a opinião pública na corrida para a eventual derrubada do presidente esquerdista da Guatemala.

A operação Mockingbird continuou a ter um grande efeito na mídia mundial ao longo dos anos 50, e foi até os anos 60 quando uma série de relatos de jornalistas investigativos do programa trouxeram à luz. Essa operação, que já dispôs de outros nomes, não foi encerrada, tendo em foco que apenas trocou de nome pela exposição. Pode ainda estar em ação, quem dúvida disso? Sua base é a implementada na Psicologia das Massas (em uma linguagem bastante vaga, estuda entre dezenas de características do comportamento humano e o potencial que este tem de se tornar um “maria-vai-com-as-outras”) e pretende manter a população sob controle, influenciando sua opinião. O que nos faz pensar: Tantas redes sociais …quantas delas tem a mão invisível da CIA manipulando?
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7. Operação Gold

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Uma das operações de inteligência mais audaciosas da Guerra Fria foi a Operação Ouro de 1953, que foi um esforço em conjunto entre a CIA e o MI6 britânico para invadir as linhas telefônicas do quartel-general soviético em Berlim Oriental. Isto exigiu a construção de um túnel de 450 metros que se cruzam com uma junção de telefone subterrâneo. Até preparar o túnel levou seis meses, e envolveu um montante substancial de risco e subterfúgios.

Mas quando ele foi feito, a CIA começou a gravar com cuidado até 50.000 conversas telefônicas ao longo de quase um ano. O problema? Uma “toupeira” de inteligência britânica deixou vazar para a KGB informações sobre a Operação Ouro antes do túnel ser concluído, e assim os soviéticos “alimentaram” os agentes com falsas informações o tempo todo. Em 1956, os soviéticos invadiram o túnel e desligaram tudo, e a operação acabou por provocar um clima tenso entre as comunidades de inteligência americanas e britânicas.

6. Operacão Northwoods

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 No início dos anos 1960, quando a Guerra Fria estava no auge e o medo do comunismo era galopante, um plano chamado Operação Northwoods foi proposto dentro da CIA norte-americana. Em suma, ele apelou para o governo que realizasse uma série de ações terroristas violentas nas cidades dos E.U.A. (lembrou de alguma coisa? O 11 de setembro talvez…) incluindo atentados, sequestros, falsos motins e de sabotagem, que poderiam então ser atribuídos a Cuba. Isso iria angariar apoio para uma guerra contra os comunistas e levaria a uma eventual operação militar para eliminar Fidel Castro do poder. O plano foi elaborado e assinado pelo Chefe de Estado e apresentado ao presidente John F. Kennedy, que pessoalmente rejeitou, e foi posteriormente abandonado.

Muitos anos depois, rumores sobre a Operação Northwoods ainda vagavam pelos corredores do Congresso. Finalmente revelada como sendo verdade quando os documentos ultrassecretos que descrevem o plano tornaram-se públicos em 1997. A história foi instantaneamente abafada na imprensa e como era de se esperar, houve um protesto aqui, outro ali e logo foi esquecido. Mas é uma prova mais do que cabal do que eles são capazes de fazer para iniciar uma Guerra contra qualquer povo que vá contra seus interesses.

5. Projeto Pigeon

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 Um dos programas militares aparentemente mais absurdos de todos os tempos ocorreu durante a Segunda Guerra Mundial, quando o famoso psicólogo comportamental BF Skinner foi convocado pelo governo para tentar treinar pombos para uso em um sistema de orientação de mísseis. Na época, Skinner era conhecido como um dos maiores praticantes do condicionamento operante de um sistema de recompensa e punição utilizado como meio de controlar o comportamento, responsável pelo famoso experimento que leva o seu nome, a Caixa de Skinner.

Com estas ideias em mente, Skinner colocou uma série de pombos especialmente treinados dentro de mísseis. Uma câmera na frente do míssil gravava o seu trajeto de voo, que era então projetada em uma tela para o pombo poder ver. As aves foram treinadas para reconhecer o alvo do míssil, e iriam bicar a tela se ele fosse perdendo o rumo. Esta informação era alimentada aos controles da arma de voo, que passaria então a ser alterado para refletir as novas coordenadas. Foi dado a Skinner originalmente U$ 25.000 para começar o projeto e colocá-lo em funcionamento, e ele realmente conseguiu fazer alguns progressos menores com ele. Mas funcionários do governo nunca foram completamente capaz de aceitar o absurdo evidente do programa, e que acabou por ser encerrado.

4. Operação Midnight Climax

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No início dos anos 60, a cultura jovem da América começou a experimentar as drogas alucinógenas como o LSD, assim como a CIA. Operação Midnight Climax foi uma das tentativas do governo mais ridícula e ilegal para testar as possíveis utilizações de drogas para administrar os cidadãos menos confiáveis.

O programa foi executado a partir de uma seleção de safehouses, em Nova York e na Califórnia. As prostitutas eram usadas para atrair os jovens para as casas, quando chegavam era dado comida ou bebida com LSD e outras drogas. As cobaias eram levadas a uma sala com um espelho duplo, onde o seu comportamento podia ser observado e então os “testes” eram feitos (sabe-se lá o que era, já que os arquivos não estavam completos).

Midnight Climax foi essencialmente um programa experimental projetado para monitorar os usos de possíveis táticas com drogas psicotrópicas e chantagem sexual, mas mesmo dentro da agência era controversa, e foi encerrada depois de apenas alguns anos. A maioria dos arquivos relacionados à operação foram destruídos, mas alguns sobreviveram, e no início dos anos 70 os arquivos de Midnight Climax e muitos outros programas ilegais da CIA foram trazidos ao público em um famoso artigo do New York Times.

3. Operação Mongoose

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 No início dos anos 60, Cuba comunista se tornou um dos principais campos de batalha da Guerra Fria, e seu presidente Fidel Castro passou a ser considerado uma das figuras políticas mais perigosas do mundo. Após as primeiras tentativas fracassadas de derrubar Fidel Castro, a CIA instituiu a Operação Mongoose, que era uma guerra secreta de sabotagem e propaganda destinadas a eliminar o líder cubano do poder. A operação Mongoose tinha um alcance extremamente amplo, e incluia planos de ataques falsos sobre os exilados cubanos, fornecer armas a grupos de oposição, e destruir culturas de cana de açúcar de Cuba. Em resumo, os americanos atacavam os cubanos e colocavam a culpa em Fidel.

O plano também constava com várias tentativas de assassinar, assim como de desacreditar Castro na imprensa, cada uma das quais foram mais elaboradas e mais ridículas do que a anterior. A Agência considerava, entre outras coisas, fornecer um charuto envenenado a Fidel, plantar explosivos disfarçados como conchas em seus pontos favoritos de natação, injetar um produto químico mortal através de uma agulha hipodérmica disfarçada de caneta, entre outros.

Ainda mais estranhas eram as plantas para desacreditar Castro no olhar do público, que incluía uma proposta para pulverizar um estúdio da TV com os alucinógenos antes de um dos discursos televisivos do líder, e mesmo em plantar produtos químicos em sua roupa que faria com que sua barba famosa caísse.

O desastre da Operação Mongoose e a tensão aumentando com a Crise dos Mísseis Cubanos fizeram a operação ser colocada em espera. Como na sequência houve um acordo entre Kennedy e os soviéticos, a operação foi abandonada.

2. Projeto MK Ultra
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 Um dos mais assustadores programas governamentais e a base para inúmeras “teorias da conspiração”, MK ULTRA foi um programa da CIA ultrassecreto que começou no início dos anos 50, e incluiu experimentos de “interrogatório químico” e controle da mente.

MK ULTRA foi um plano que buscava o uso de drogas, estresse psicológico, métodos de interrogatório bizarros, controle de comportamento, e até mesmo alterar algumas funções cerebrais. Atualmente, grande parte das informações sobre o projeto continua em segredo, mas o que se sabe é que o programa envolveu experimentos em cidadãos comuns, muitas vezes sem o seu conhecimento ou consentimento das pesquisas em qual eram cobaias.
Isso incluía grandes doses de LSD, anfetaminas, e mescalina, bem como terapia de choque.

Em alguns casos, os indivíduos foram supostamente mantidos com ácido por 77 dias seguidos, na tentativa de testar os efeitos da exposição prolongada à droga. Existem muitas teorias sobre os verdadeiros objetivos do projeto, com alguns dizendo que era um programa para criação de zumbis assassinos através de controle mental e lavagem cerebral, soldados sem raciocínio que seguiriam qualquer ordem sem analisar a moral ou o risco da mesma.

Algumas informações sobre MK ULTRA foram trazidas ao publico no início dos anos 70, quando notícias sobre abusos de poder da CIA chegaram a uma comissão no Congresso. O projeto foi posteriormente desligado, mas muitas pessoas afirmam que programas similares da CIA ainda existem até hoje.

1. Invasão da Baía dos Porcos

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O maior absurdo da CIA, foi a invasão da baía porcos em 1961. o programa foi um dos primeiros e mais ousados entre as tentativas de derrubar o comunista cubano Fidel Castro, mas também foi a mais desastrosa entre todas elas. Tudo começou em 1960, quando a CIA, sob a autorização do presidente, começou a planejar uma tentativa de derrubar o governo cubano. A fim de eliminar qualquer ligação com os E.U.A, o ataque foi efetuado com um exército de exilados cubanos treinados pela CIA.

Após uma série de ataques aéreos de distração, em 17 de abril de 1961, um grupo de tropas anfíbias desembarcaram na praia chamada Baía dos Porcos e começou a descarregar mais de 1.300 guerrilheiros exilados. O plano era que eles se encontrassem com um pequeno grupo de para-quedistas e abandonassem a praia pouco depois da sua chegada, mas desde o início o seu plano foi um grande desastre.

Para começar, a inteligência cubana já tinha conhecimento da invasão planejada, e isso resultou em plano de contra-ataque. Assim, quando as tropas desembarcaram foram imediatamente recebidas com chumbo grosso. Para aumentar os problemas, o mau tempo, os recifes de coral e os pântanos cubanos destruíram rapidamente a maioria dos seus equipamentos. Ao todo, cerca de 2.000 cubanos morreram durante a invasão, pouco mais de 100 membros do exército de exilados foram mortos em ação. Os 1.200 restantes foram capturados e presos, e alguns deles foram posteriormente executados sob as ordens de Castro. Mais de um ano depois, o resto foi liberado em troca de US$ 53 milhões em alimentos e medicamentos para o povo cubano. Os efeitos da Baía dos Porcos foram profundos.

Vários oficiais americanos renunciaram por envolvimento no mesmo, e muitos têm creditado o aumento da resistência do governo cubano e incentivado uma desconfiança grave da política externa americana nos anos que se seguiram.

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