O Que é Teoria da Conspiração?

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Uma das armas mais usadas para evitar a resistência é a desqualificação. Desqualificar o adversário tem sido a fórmula de dissimulação preferida por falsários e espertalhões de toda a espécie, que, diante da impossibilidade de refutar uma informação, recorrem ao recurso covarde de desqualificar o emissor para desviar o foco da discussão e fugir do confronto com a realidade.

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O truque da desqualificação funciona ainda melhor quando é planejado com bastante antecedência. Se a sua eficácia é comprovada quando utilizada como reação, seu uso premeditado se aproxima de ciência. Engenheiros sociais identificam o germe de ideias prejudiciais aos seu projeto e passam a desqualificar prematuramente o seu conteúdo e seus expoentes por meio de várias artimanhas.

Filmes, livros, programas de televisão e até músicas passam então a “espontaneamente” ridicularizar hábitos, ideias e condutas que não estejam de acordo com os interesses não declarados, que na maioria da vezes até mesmo os autores desconhecem. Mesmo quando sutil, a estratégia é quase sempre ampliar e distorcer características comuns aos indivíduos que diferem da maioria por não aceitar passivamente a doutrinação. Recorrem a exageros absurdos e insistem em clichês que acabam por moldar o adversário ideal a ser combatido.

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O rótulo de “teórico da conspiração” é um exemplo cristalino de como a estratégia funciona. O fenômeno é certamente mais antigo, mas pelo menos desde a década de 1980 existem esforços enormes para classificar como paranoico todo aquele que desconfia das “verdades” decretadas ou consensuais. Ao longo destas décadas o estereótipo foi consolidado e o senso comum indica que todas as informações muito diferentes do que a mídia apresenta são teorias da conspiração saídas da cabeça de malucos paranoicos e, portanto, estas ideias devem ser descartadas, seus defensores devem ser desprezados e, em alguns casos, merecem ser presos ou até  executados.

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Frente a uma realidade diferente do esperado, inferior aos anseios ou mesmo quando oposta ao consenso, as pessoas tendem a reagir de duas maneiras diferentes, que costumam a corresponder a traços da sua personalidade do seu caráter. A forma correta de reação, no meu entender, é aquela que procura primeiro compreender a mensagem para então remete-la à experiência pessoal e à realidade. A outra forma de encarar o espanto de se deparar com um mundo diferente do que seus gurus insistem em repetir é desprezar a mensagem antes mesmo de conhece-la e, assim que possível, pregar-lhe o rótulo de “teoria da conspiração”.

Trecho retirado do livro: “Introdução à Nova Ordem Mundial” do autor Alexandre Costa. Caso tenha interesse, você pode adquirir o exemplar da 2ª Edição clicando aqui.

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