Goerge Soros: A Estreita Relação com a Grande Mídia

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Os documentos vazados da OSF (Open Society Foundations) mostram o conflito ético em seu programa de jornalismo independente.

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Em um dos documentos do Soros Leaks, intitulado “Program on Independent Journalism / Support to Investigative Journalism 2013-2015: Portfolio Review há o detalhe dos planos da Open Society Foundations (OSF) de Soros na área de jornalismo investigativo. Um dos principais programas financiados pela OSF além de outras fundações como a Ford Foundation é a ICIJ (International Consortium of Investigative Journalists). No site da ICIJ há uma lista de jornalistas filiados à entidade, por país.

O documento detalha, por exemplo, as intenções da OSF de replicar os programas de sucesso com a ICIJ em diversos países e continentes e mais adiante no documento cita os casos de sucesso obtido pautando veículos mainstream com as reportagens investigativas derivadas da ICIJ e de outros grupos de jornalistas “independentes” financiados pela OSF e seus parceiros. Documento traduzido:

“O principal exemplo é a ICIJ, que em poucos anos conseguiu estabelecer inúmeras parcerias (cerca de 70 grupos colaboraram no SwissLeaks) com mídias em todos os continentes, incluindo muitos veículos nacionais, The Washington Post, The Guardian, El Pais, Le Monde, Suddeutsche Zeitung, Asahi Shimbun, Folha de São Paulo e outros relevantes títulos, que dedicam repórteres a trabalhar com a ICIJ em histórias e – no caso do Le Monde e SwissLeaks – transferir as informações que possuem para a ICIJ quando é demasiado complexo para eles trabalharem e/ou quando eles desejam atingir um maior impacto.”

Outro documento documento do vazamento, de título: “Open Society Fellowship Program / Portfolio Review Outcomes Summary / December 10, 2014” traz ao leitor os pontos onde para a ONG de Soros o jornalismo investigativo deixa de ser jornalismo, e mostra como a OSF usa o jornalismo para atingir seus objetivos. Traduzido:

 “Um dos destaques da discussão focou-se na linha que existe entre um advogado e um jornalista. Ao contextualizar o jornalismo como uma ferramenta de mudança social, como pode o Programa andar nesta linha sem pedir que seus participantes sacrifiquem a objetividade? Deveria o Programa considerar recrutar mais advogados do que jornalistas? …. O Programa continuará a pensar criativamente em oportunidades de juntar “advocacia” e jornalismo na sua seleção e recrutamento de seus participantes.”

Os participantes da Open Society que são jornalistas podem ser descritos como um ‘substrato do substrato’ de jornalistas por conta de suas habilidades especiais e nuance que eles trazem para a suas análises dos desafios complexos de uma sociedade aberta

Algumas das questões para discussão incluem:

Quanta consideração deve ser levada em temas específicos e tópicos que são de interesse da OSF em oposição ao interesse do público em geral?

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Ou seja, a própria OSF havia discutido em seu programa de jornalismo independente se deveria recrutar jornalistas ou “advogados” de suas causas e desejava que os jornalistas filiados e financiados a OSF não atuassem de forma totalmente imparcial, e sim advogassem em nome dos temas de interesse da OSF, como a legalização de drogas, abertura de fronteiras, aborto, dentre outros temas de prioridade da OSF.

Considerando que os documentos descrevem que um dos pilares do programa de jornalismo investigativo da OSF é o treinamento e mentoramento (aconselhar, instruir) dos jornalistas a ele filiados, fica difícil crer que esse treinamento e mentoramento não tenha por objetivo, justamente, reforçar quais são os temas que interessam para a OSF.

Além dos documentos coletados, um artigo da Fox News comenta que Soros de 2003 a 2011 teria despendido cerca de 48 milhões de dólares apenas com o financiamento de jornalismo – de escolas de jornalismo nos Estados Unidos, passando pelo jornalismo independente e finalmente com doações aos grandes grupos de mídia. O primeiro artigo da mesma série faz a conexão entre Soros e mais de 30 grandes organizações de mídia, como The New York Times, Washington Post, Associated Press, NBC e ABC.

Cabe aqui, portanto, o questionamento: como que jornalistas que foram gestados, treinados, mentorados e financiados por uma organização que reconhece, inclusive, que parte de seus interesses vão de encontro aos interesses do público em geral poderá trabalhar de forma independente e autônoma, sendo fiel ao seu juramento?
Ou estão eles, como a própria OSF reconhece em seus documentos, atuando como nada mais que um misto de jornalista e advogado das causas desta organização?

“Estamos no limite de um colapso econômico que começa, digamos, na Grécia, mas pode facilmente se espalhar.”

Goerge Soros
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Fonte

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