False Flag (Operação de Falsa Bandeira)

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Será que existem de verdade? Ou são apenas o fruto das mentes paranoicas dos conspiracionistas?
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“Operação de falsa bandeira (false flag, no inglês) são operações conduzidas por governos, corporações, indivíduos ou outras organizações que aparentam ser realizadas pelo inimigo de modo a tirar partido das consequências resultantes. O nome é retirado do conceito militar de utilizar bandeiras do inimigo. Operações de bandeira falsa foram já realizadas tanto em tempos de guerra como em tempo de paz.”
Se até Wikipedia, o site mais negacionista do universo, admite isso, então podemos afirmar que sim, as operações false flag existem mesmo.
Se trata de uma tática de guerra bastante antiga, cujo nome deriva da atitude mantida no âmbito das batalhas navais (utilizar a bandeira do inimigo para conseguir se aproximar da frota dele) e considerada aceitável sempre que, na iminência do ataque, a falsa bandeira fosse retirada e substituída pela verdadeira. Coisas do outros tempos.

A tática do false flag é utilizada em vários níveis: pode ser uma ação de sabotagem perpetrada pelos serviços secretos de um País, mas pode também ser algo que encontramos nas nossas ruas

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.A versão portuguesa da enciclopédia online reporta quatro casos acontecidos no século passado: 1931, 1939, 1953 e 1954. Só isso? Só isso. E é esquisito, pois as operações false flag são muitos mais frequentes. E não apenas tão antigas.

A seguir, 50 exemplos, todos amplamente comprovados, tanto perceber a importância desta tática e o seu uso bastante comum. Estas não são “todas” as operações false flag: são apenas uma amostra.

1931
Tropas japonesas causaram uma pequena explosão ao longo de uma linha ferroviária e acusaram a China para justificar a invasão da Manchúria. Este evento é conhecido como “O Incidente de Mukden” ou “Incidente da Manchúria”. O Tribunal Militar de Tóquio concluiu que muitos dos participantes do plano, incluindo Hashimoto (um alto oficial do exército japonês) em várias ocasiões reconheceram as suas responsabilidades e declarou que o incidente tinha sido criado para ter uma desculpa para a ocupação da Manchúria por parte do exército Kwantug.

1933
O general nazista Franz Haider testemunhou em Nuremberg que o líder Hermann Goering admitiu ter provocado o incêndio do parlamento alemão (Reichstag) para acusar os comunistas de incêndio criminoso.

1939
Um alto grau da SS nazista admitiu no julgamento de Nuremberg que, por ordem do chefe da Gestapo, ele e outros colegas criaram ataques contra o seu próprio povo para culpar os polacos e justificar a invasão da Polônia.

1939
O líder soviético Nikita Khruschev admitiu por escrito que o exército russo tinha bombardeado a aldeia russa de Mainila para acusar a Finlândia e lançar a “Guerra de Inverno”. O Presidente Yeltsin admitiu que a Rússia foi “um agressor na Guerra de Inverno”.

1940
No parlamento russo, Putin e o ex-líder Gorbachev admitiram que Joseph Stalin tinha ordenado que a “polícia secreta matasse 22.000 oficiais do exército polonês” e, em seguida, que fossem acusado os nazistas do massacre.

 

1946/1948
O governo britânico admitiu ter bombardeado cinco navios de transporte de judeus que tentavam escapar do Holocausto para encontrar salvação na Palestina. A responsabilidade foi atribuída a um grupo inexistente chamado “Defensores da Palestina Árabe”.

1954
israel admitiu que uma de suas células terroristas operou no Egito instalando bombas em vários edifícios, incluindo as instalações diplomáticas dos EUA, e que a culpa foi atribuída aos árabes (as bombas explodiram prematuramente, o que permitiu que os egípcios identificassem os responsáveis e muitos israelitas confessaram).

1950
A CIA admitiu ter recrutado pessoal iraniano para fazê-lo passar por comunistas e provocar assim explosões no Iran: a intenção era que o povo se revoltasse contra o seu primeiro ministro, democraticamente eleito.

1955
O primeiro-ministro turco admitiu que o governo de Ankara bombardeou um consulado turco na Grécia com o objetivo de culpar Atenas e incitar a violência.

1957
O primeiro-ministro britânico admitiu que o seu secretário da Defesa, em colaboração com o então presidente dos EUA, Dwight Eisenhower, aprovou um plano para realizar ataques na Síria e culpar o governo local. O objetivo era conseguir uma mudança de regime.

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Décadas de ’50/’60/’70/’80
O ex-primeiro ministro italiano, um juiz e um ex-chefe da contra-espionagem italiana admitiram que a OTAN, com a ajuda do Pentágono e da CIA, levaram a cabo ataques terroristas na Itália e em outros países europeus a partir dos anos 50 para culpar os comunistas; isso com o fim de levar as pessoas a pedir aos seus governos para combater o comunismo. Os ataques terroristas aconteceram nos seguintes países: Itália, França, Bélgica, Dinamarca, Alemanha, Grécia, Holanda, Noruega, Portugal, Reino Unido e Espanha.

Entre os falsos ataques:
1960: assassinato de um ministro turco
1966: bombas em Portugal
1969: massacre de Piazza Fontana, na Itália
1971: ataques terroristas na Turquia
1972: ataque de Peteano, na Itália
1974: ataque em Brescia e comboio Italicus na Itália
1977: massacre de Atocha na Espanha
1978: sequestro e assassinato do primeiro-ministro italiano Aldo Moro
1980: massacre da estação de comboio de Bolonha, na Itália
1985: massacre de 28 civis no Brabant, na Bélgica.

1960
O senador americano George Smathers argumentou que os EUA lançaram um false flag em Guantanamo Bay como uma desculpa para derrubar Fidel Castro.

1961
Documentos oficiais do Departamento de Estado dos EUA mostram que o Chefe do Estado Maior e outros altos funcionários discutiram a possibilidade de explodir um consulado na República Dominicana para justificar a invasão daquele País. No entanto, os planos não foram colocados em prática.

1962
Como admitido pelo governo dos EUA, documentos recentemente desclassificados mostram que altos graus da Defesa assinaram um plano para explodir aviões americanos e cometer atos terroristas em solo americano, para depois culpar os cubanos e justificar assim a invasão de Cuba.

1963
O Departamento de Defesa dos Estados Unidos escreveu um documento que promovia ataques contra Países que fazem parte da Organização dos Estados Americanos, como Trindidad e Tobago ou a Jamaica, para depois culpar Cuba.

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1963
O Departamento de Defesa dos Estados Unidos também propôs subornar alguém no governo Castro para atacar os EUA, especificamente a base de Guantanamo.

1964
A NSA admitiu ter mentido sobre o que realmente aconteceu no Golfo de Tonkin: manipulou os dados para fazer parecer que barcos norte-vietnamitas dispararam contra um navio norte-americano, a fim de criar uma falsa justificativa para a Guerra do Vietnã.

Um comité do Congresso dos EUA admitiu que, como parte da campanha Cointelpro (operação encoberta para desestabilizar grupos de protestos, da esquerda, ativistas e dissidentes políticos dentro dos Estados Unidos), o FBI utilizou muitos provocadores para realizar violentos atos e atribuí-los a activistas políticos.

1970
Um general turco admitiu que as forças da Turquia queimaram uma mesquita no Chipre e a seguir culparam o inimigo (a parte grega da ilha). Segundo explicou que “Na guerra especial certos atos de sabotagem são encenados e o inimigo é culpado para aumentar a resistência do público. Fizemos isso no Chipre: queimamos uma mesquita”.

1973
A CIA, em documentos não oficiais, revela um programa de treino para polícias e tropas estrangeiras para construir armadilhas explosivas e simular atos e investidas terroristas.
A CIA oferecia sessões de treino da seguinte forma:
– fornecia conhecimentos básicos no uso de bombas incendiárias, de demolição e militares
– fornecia conhecimento dos materiais comercialmente disponíveis e das técnicas de laboratório caseiras, utilizadas para a fabricação de explosivos e incendiários por parte de terroristas ou sabotadores
O programa fornecia aos estagiários amplas oportunidades para desenvolver conhecimentos básicos e usar de forma rentável, através da manipulação, preparação e aplicação de vários explosivos, agentes incendiários, técnicas de terrorismo e sabotagem.

1978
O Governo alemão admitiu que o seu serviço secreto detonou uma bomba na parede exterior de uma prisão e permitiu a fuga de um prisioneiro da organização terrorista Rote Armee Fraktion, que foi sucessivamente culpada do ato.

1979/90
Um manual da CIA sobre operações psicológicas, preparado para os rebeldes contra o governo da Nicarágua, revela o valor do assassinato de sujeitos amigos para criar “mártires” da causa.
O manual foi autenticado “pelo governo dos EUA e divulgado pela Associated Press e outros meios de comunicação” e apresentado por Reagan durante um debate presidencial em 1984.

1984
Um agente do Mossad, admitiu ter implantado um transmissor de rádio no gabinete de Khaddafi em Trípoli, na Líbia; este difundia falsas transmissões terroristas registadas pelo Mossad, com o fim de fazer crer que o líder da Líbia apoiasse o terrorismo.
1989
O African Truth Sud e o Conselho de Reconciliação concluiu que o Departamento de Cooperação Civil (um ramo secreto do African National Congress, o ANC) contactou especialistas em explosivos para pedir que participassem de uma operação para desacreditar o ANC, atacando um veículo da polícia e, em seguida, culpa-lo do homicídio ao ANC.

1990
Um diplomata e vários oficiais do exército da Argélia admitiram que o exército tem muitas vezes massacrados civis para depois atribuir a responsabilidade aos militantes islâmicos.

1994
Uma publicação do Exército dos EUA, em seguida atualizada em 2004, recomenda o uso de terroristas e false flag para desestabilizar regimes de esquerda na América Latina. Falsos ataques foram realizados no continente e em outras regiões como parte da “guerra suja” da CIA.

1988
Uma equipe de investigação indonésia que analisou os violentos distúrbios que ocorreram no país determinou que “elementos das forças armadas estavam envolvidos nos confrontos, alguns dos quais foram deliberadamente provocados”.

1999
Oficiais da inteligência e do exército, admitiram que os russos da KGB explodiram prédios no território da Rússia para culpar os chechenos e justificar um ataque contra a Chechênia.

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2001
Oficiais da polícia italiana admitiram que no congresso do G8 em Gênova, utilizaram duas bombas molotov e encenaram o esfaqueamento de um policial, com fim de justificar uma violenta repressão contra os manifestantes.

2001
Os EUA acusaram falsamente o Iraque de estar envolvido nos acontecimentos de 11/09, como evidenciado por uma nota do secretário de Defesa, para justificar o início da guerra no Iraque. Os mais altos funcionários do governo dos EUA admitem agora que a guerra tinha sido lançada para o petróleo, não para eliminar as inexistentes armas de destruição em massa.

2001
O FBI admite agora que os ataques de antrax foram realizados por um ou mais cientistas do governo dos EUA; também um alto funcionário do FBI afirma que a agência, através da Casa Branca, teve a tarefa de culpar a Al-Qaeda. Os funcionários do governo também confirmaram que a Casa Branca tem tentado vincular o antrax ao Iraque para justificar uma mudança de regime naquele país.

2002
Conforme relatado pela BBC, New York Times e a Associated Press, oficiais da Macedônia admitiram que o governo já matou imigrantes inocentes a sangue frio, alegando serem soldados da Al Qaeda que tentavam assassinar policiais macedónios para promover o terrorismo.

2002
De acordo com o Washington Post, a polícia da Indonésia admitiu que seu exército matou professores americanos em Papua e atribuiu os assassinatos a um grupo separatista da ilha.

2002
O ex-presidente da Indonésia, Wahid, admitiu que o governo “provavelmente” teve participação nos atentados em Bali.

2003
Na reunião da União Europeia em Atenas, a polícia colocou uma bomba molotov nas mãos de um ativista pacifista.

2005
O advogado John Yoo, ex funcionário Departamento de Justiça, sugeriu que se os EUA atacasse a Al-Qaeda através da criação de um falso grupo terrorista; em seguida, os ataques teriam criados e causaram muitos problemas dentro da Al Qaeda.

2005
O professor John Arquilla, analista da Defesa, solicitou a criação de um falso grupo de terroristas. Segundo o jornalista Seymour Hersh, vencedor do Prêmio Pulitzer, a estratégia já se encontrava em ação.

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2005
Em Junho a United Press International informou que “rebeldes” Iraquianos utilizaram armas Beretta com números de série apagados e, segundo os analistas, isso significa que estas “organizações terroristas” eram apoiadas pelo governo dos EUA.

2005
Um soldado israelita sem farda admitiu ter atirado pedras contra outros soldados israelitas com a intenção de culpar os palestinos e ter uma desculpa para reprimir os protestos pacíficos.

2007
A polícia de Quebec, Canada, admitiu que manifestantes com pedras no interior de um protesto pacífico eram, na verdade, “policiais disfarçados“.

2007
Um coronel do exército colombiano admitiu que a sua unidade matou 57 civis e, em seguida, os corpos foram vestidos com uniformes e apresentados como rebeldes mortos em combate.

2008
O manual das operações especiais do exército dos EUA recomenda a utilização de forças terroristas.

2008
Soldados norte-americanos admitem terem matado inocentes iraquianos e afegãos; depois largaram armas automáticas perto dos corpos e afirmaram serem militares.

2009
Nos protestos do G20 em Londres, um membro do parlamento britânico viu policiais em trajes civis incitar a multidão à violência.

2011
Políticos egípcios admitem que funcionários públicos têm saqueado artefatos históricos de valor inestimável para culpar e desacreditar os manifestantes.

2013
O escritor e jornalista do Telegraph, Ambrose Evans-Pritchard, argumenta que o chefe do serviço de inteligencia da Arábia Saudita, o príncipe Bandar, admitiu controlar os terroristas chechenos.

2014
Fontes americanas admitem que o governo da Turquia (membro da OTAN) realizou ataques de armas químicas e culpou o governo sírio; fato confirmado também por políticos do governo turco.

2014
Funcionários ucranianos admitem que os atiradores, quando se iniciou o golpe em Kiev, dispararam contra ambos os lados para criar o máximo da confusão.

2014
A agência de espionagem britânica admite criar false flags e, em seguida, culpar determinadas pessoas ou organizações.

Vários
Agente policiais culpam pessoas inocentes por crimes que nunca cometeram, utilizando a técnica Throwdown, na qual é largada uma arma perto do corpo da vítima (como no caso dos agentes Rafael Pérez e Nino Durdene, da policia de Los Angeles, contra Javier Ovando)
Como afirma Robert David Steele, 20 anos nos Marines, na intelligence policial e na CIA:
“A maioria dos ataques terroristas são False Flags ou são criados pelos nossos próprios serviços de segurança. Nos Estados Unidos, cada ataque terrorista que tivemos foi um false flag ou foi ‘arranjado’ pelo FBI”.

Exagerado? Provavelmente sim, mas a tática do False Flag é uma estratégia muito utilizada. E não apenas pelos Estados Unidos.

“A maneira mais fácil de ganhar o controle população é realizar atos de terror. [o povo] vai pedir por tais leis se a sua segurança pessoal estiver ameaçada”.
Josef Stalin

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Fonte

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